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Anestesia

Posted by Paula Martins on 14:10
Não existe coisa pior que anestesia e eu não me refiro àquela que geralmente dão em hospital, me refiro a anestesia psicológia e sentimental. Muitas vezes, após grandes eventos, as pessoas perdem a habilidade de sentir seja amor ou ódio.
Um dia desses eu estava caminhando na Avenida Paulista, ouvia distraidamente algo bem tranquilo, quando percebi um aglomerado de pessoas em uma das esquinas. Nada mais lógico que pensar que elas estavam esperando a abertura do sinal para atravessarem a rua. Inocência a minha. Todos estavam observando um resgate no meio da avenida envolvendo um motorista de um carro esporte e de um motociclista.
Eu não observei o resgate, mas sim as pessoas. Me dei conta que todos emanava o mesmo sentimento, frustração. Pois é, frustração por não conseguirem enxergar os feridos, afinal, as viaturas de resgate e da polícia impediam a visão.
Me perguntei: "O que se passa com essas pessoas?". Isso é uma forma de estar anestesiado. Quando algo que deveria chocar se torna cotidiano e mundano ninguém mais consegue sofrer com ele.
As pessoas estão extremamente envolvidas com seus sentimentos egocêntricos e colocam seus interesses acima de qualquer coisa. Aposto que se o acidente acontecesse em um filme ou em uma novela, a sociedade brasileira ficaria "emocionada".
Sentir algo, atualmente é algo racional e menos espontâneo. Estamos todos anestesiados em nossa própria ignorância...

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Quer saber o que eu penso?

Posted by Paula Martins on 04:37
Quer saber o que eu penso?
Pois tome! Prove! Sinta!
Eu tenho preguiça de quem não comete erros.
Tenho profundo sono de quem prefere o morno.
Eu gosto do risco. Dos que arriscam.
Tenho admiração nata por quem segue o coração.
Eu acredito nas pessoas livres.
Liberdade de ser.
Coragem boa de mostrar.
Dar à cara a tapa!
Ser louca, estranha, linda, chata!
Eu sou assim.
Tenho um milhão de defeitos.
Sou volúvel, sou instável.
Sou viciada em gente.
Adoro ficar sozinha.
Eu vivo para sentir.
Por isso, eu te peço.
Provoque-me.
Beije-me a boca.
Desafie-me.
Tire-me do sério.
Tire-me do tédio.
Vire meu mundo do avesso!
Mas, por favor, me faça sentir.
Eu quero rir até a barriga doer.
Chorar e ficar com cara de sapo.
Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.
Você agüentaria viver na montanha-russa que é meu coração?
Desculpe, mas nada é pouco quando o mundo é meu !
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre!
Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!

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Momento inspirado de uma pessoa q eu gosto mto...

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Diferença de idade importa?

Posted by Paula Martins on 10:37
Ainda estou na metade do livro "O Leitor", de Bernhard Schlink, e cá estou eu pensando sobre a diferença de idade entre um casal.
A maioria das pessoas tem preconceito quando a diferença de idade de um casal é muito alta. É comum pensar que um jovem, seja homem ou mulher, é interesseiro quando o seu parceiro(a) tem algumas décadas a mais. Se for rico então, nem se fale.
Mas como tudo na vida existe exceção. Muitas vezes o sentimento por sim ser verdadeiro.
Quando eu tinha 18 anos me envolvi com uma pessoa 23 anos mais velha que eu. Saímos apenas 2 vezes e tivemos conversas tão agradáveis que, dificilmente, eu tereia com alguém da minha idade. Eu era fascinada por ele.
Dois fatores impediram a continuidade daquele caso. Primeiro, por ele era meu professor (ui!). Segundo, porque o filha da mãe nunca havia me dito que era casado (ele não usava aliança). Podem pensar, "viu, ele não estava interessado em algo sério com você". Sinceramente, pouco me importa, ligo muito mais para o que eu sentia e era verdadeiro.
Enfim, espero que o livro termine bem, espero...


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