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Ser

Posted by Paula Martins on 10:57
Sei que sou incompleta
Um ser em transformação
A pressa a minha volta
Me deixa sem ar
Me deixa sem chão
Olhos sem olhar
Boca sem sorriso
Discordo do poeta

Pois penso, mas não existo

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Minha vida não é samba, é drama...

Posted by Paula Martins on 19:17
Quando ele chegou achei que a minha vida seria poesia. Sorrisos, olhares, "mais um drink, por favor, garçom!". Em poucas horas naquele balcão de bar ele me fez viajar por tantos lugares e histórias que em poucas palavras eu não poderia descrever.
Não demorou para me encontrar naquele velho dilema machista: "Se transar com ele na primeira noite vai me achar uma puta?". Decidi me deixar levar, me deixar envolver.
"No meu apartamento ou no seu?". Mulher decidida, que sabe o que quer. Falei sem rodeios, mas sem deixar de ser feminina. "No seu."
A saidera, um táxi, vinte minutos, cadê a chave? Não repara a bagunça...
Mais alguns drinks, coisa barata que dá barato. O importante era a sequência. E que sequência. Que noite, que homem!
Manhã, bafo, banho. Talvez um pouco de ressaca, mas quem se importa. Companhia para o café da manhã é sempre bom. Mais palavras e sorrisos. "Posso te ver hoje a noite?". Um sonho!
Quem consegue trabalhar depois de tudo isso? O computador fica te olhando e você olhando para ele. O olhar nada vê a não ser boas lembranças.
Chega a Copa do Mundo, mas não 19 horas. Depois do trânsito, banho. Devo fazer o jantar? Me perguntei. Não tínhamos combinado muito bem o que seria.
Às 21 horas ele chegou. Tão cheiroso e sorridente quanto na noite anterior. Mais uma noite maravilhosa e até melhor que a primeira. Desta vez ele não comentou quando iria querer me ver novamente. Poxa, quinta-feira e nada de convite para o fim de semana? 
Foram três dias de agonia e ansiedade olhando o número dele no celular. Devo ligar? Ele vai me achar grudenta? O que será que ele está fazendo?
Quando a segunda-feira chegou eu já estava deprimida, quase ao som de Maísa. No meio da tarde ele me liga: "Quero te ver!". Homens. São todos iguais! Perguntei como foi o fim de semana e ele desconversou. Isso não era um bom sinal.
A noite novamente ele foi no meu apartamento. Foi logo me querendo, dessa vez hesitei. Tá pensando que eu sou o que? Uma qualquer?
"Tenho namorada".
Novamente Maísa em meus ouvidos, meu mundo caiu. Sexo sem amor não quer dizer que precisa sem respeito. Eu seria a outra? A de segunda a sexta? Não topei. "Até mais, a gente se fala qualquer dia", disse cheia de orgulho. Assim ele se foi. 
Sorrisos, olhares, "mais um drink por favor garçom!", mais uma noite em uma mesa de bar...


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Baseado em fatos reais. E um pouco de ficção.

Posted by Paula Martins on 06:42
Quanto medo eu tenho dele. A ameaça sempre esteve perto de mim e eu nunca pude perceber, mas agora não há como fugir, tenho que enfrentar esse monstro que me cerca.

Tudo começou de maneira inocente, amigos de faculdade, colegas como quaisquer outros, porém, a excessiva tentativa de aproximação dele me assustava. Cheguei a confundir como excesso de carência, ele deveria ter algum problema em casa ou até mesmo de saúde. Mas não. Ele é normal ou um dia foi, já não sei dizer.

Certo dia, a turma havia combinado de sair e eu peguei o telefone de todos, ele viu o meu celular e elogiou, disse que era exatamente o modelo que desejava comprar, mas que estava muito caro. Comentei que já achava que era um tipo de celular que estava fora de moda, que já não gostava mais dele. Ah se eu tivesse ficado calada. Todos os meus problemas começaram nesse momento. Passado o passeio, o qual ele não foi e todos agradeceram por isso, nos reunimos na faculdade e comentávamos alegremente de todos os momentos maravilhosos que tínhamos passado. Ele, sempre distante da maioria, apenas sorria, discretamente. Era nítido que ele não tinha ido junto e não havia presenciado todos os bons momentos que era ditos e repetidos insistentemente por todos.

Enquanto eu guardava meus livros na bolsa, Ele aproveitou o meu distanciamento do grupo e voltou ao assunto do celular. Pensei que era uma tentativa de se enturmar. Novo engano meu.
Ele novamente comentou do modelo e eu tive a brilhante idéia de vendê-lo, afinal, para mim, já era ultrapassado e eu poderia ganhar uma graninha para comprar um modelo mais tecnológico.
Acerto feito. Celular vendido.

Pouco tempo depois, Ele saiu da faculdade, realmente não tinha se enturmado, era uma espécie de maça podre, ovelha negra da turma. Não que ele tivesse feito algum mal para alguém, apenas não agradava a maioria.

Passados meses de sua ausência, seu nome voltou com força em minha vida. Eis que descubro que possuía uma dívida com a minha antiga operadora, uma dívida que, para mim, não deveria existir. Ele havia mudado o número para conta pós-paga em meu nome e utilizou os meus documentos para comprar outros aparelhos. Pensei que isso tinha sido um pesadelo, mas nada se compara ao que estou sentindo nesse momento.

Ele não é apenas uma pessoa com dificuldades de interação, mas sim, uma pessoa que deveria estar banida do convívio social. Ele é um psicopata e nesse momento está em frente a mim, me ameaçando, tirando a minha paz.

Não tenho para onde correr e nem sei como escapar. A tortura psicológica me deixou paralisada. Será que eu valho apenas míseros reais? Será que por um motivo tão bobo a minha vida será tirada sem que eu ao menos possa me despedir da minha família e de meus amigos?Com a cabeça entre os joelhos e sentindo o gelo do ferro em minha nuca eu só consigo pensar “Que tudo acabe bem, que tudo acabe bem”. E acabou.

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Medo do Escuro

Posted by Paula Martins on 16:44
Toc, toc, toc
Alguém bate com força em minha porta
Medo
Fico aterrorizada imaginando a força dessas mãos em meu corpo
Chuva
A tempestade não cessa e os raios são constantes
Grito
Minha garganta seca agoniza com o grito entalado
Força
Cada vez mais forte agora. A minha porta não vai aguentar
Vozes
Outras vozes anseiam o momento da invasão
Trovão
Agora os trovões caem conforme a batida do meu coração
Rompimento
A porta começa a se abrir e aos poucos vejo o meu pior pesadelo diante de meus olhos
Golpe
...
Escuridão
Não vejo absolutamente mais nada
Luz
O branco anuncia o início da eternidade.

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Anestesia

Posted by Paula Martins on 14:10
Não existe coisa pior que anestesia e eu não me refiro àquela que geralmente dão em hospital, me refiro a anestesia psicológia e sentimental. Muitas vezes, após grandes eventos, as pessoas perdem a habilidade de sentir seja amor ou ódio.
Um dia desses eu estava caminhando na Avenida Paulista, ouvia distraidamente algo bem tranquilo, quando percebi um aglomerado de pessoas em uma das esquinas. Nada mais lógico que pensar que elas estavam esperando a abertura do sinal para atravessarem a rua. Inocência a minha. Todos estavam observando um resgate no meio da avenida envolvendo um motorista de um carro esporte e de um motociclista.
Eu não observei o resgate, mas sim as pessoas. Me dei conta que todos emanava o mesmo sentimento, frustração. Pois é, frustração por não conseguirem enxergar os feridos, afinal, as viaturas de resgate e da polícia impediam a visão.
Me perguntei: "O que se passa com essas pessoas?". Isso é uma forma de estar anestesiado. Quando algo que deveria chocar se torna cotidiano e mundano ninguém mais consegue sofrer com ele.
As pessoas estão extremamente envolvidas com seus sentimentos egocêntricos e colocam seus interesses acima de qualquer coisa. Aposto que se o acidente acontecesse em um filme ou em uma novela, a sociedade brasileira ficaria "emocionada".
Sentir algo, atualmente é algo racional e menos espontâneo. Estamos todos anestesiados em nossa própria ignorância...

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Quer saber o que eu penso?

Posted by Paula Martins on 04:37
Quer saber o que eu penso?
Pois tome! Prove! Sinta!
Eu tenho preguiça de quem não comete erros.
Tenho profundo sono de quem prefere o morno.
Eu gosto do risco. Dos que arriscam.
Tenho admiração nata por quem segue o coração.
Eu acredito nas pessoas livres.
Liberdade de ser.
Coragem boa de mostrar.
Dar à cara a tapa!
Ser louca, estranha, linda, chata!
Eu sou assim.
Tenho um milhão de defeitos.
Sou volúvel, sou instável.
Sou viciada em gente.
Adoro ficar sozinha.
Eu vivo para sentir.
Por isso, eu te peço.
Provoque-me.
Beije-me a boca.
Desafie-me.
Tire-me do sério.
Tire-me do tédio.
Vire meu mundo do avesso!
Mas, por favor, me faça sentir.
Eu quero rir até a barriga doer.
Chorar e ficar com cara de sapo.
Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.
Você agüentaria viver na montanha-russa que é meu coração?
Desculpe, mas nada é pouco quando o mundo é meu !
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre!
Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!

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Momento inspirado de uma pessoa q eu gosto mto...

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Diferença de idade importa?

Posted by Paula Martins on 10:37
Ainda estou na metade do livro "O Leitor", de Bernhard Schlink, e cá estou eu pensando sobre a diferença de idade entre um casal.
A maioria das pessoas tem preconceito quando a diferença de idade de um casal é muito alta. É comum pensar que um jovem, seja homem ou mulher, é interesseiro quando o seu parceiro(a) tem algumas décadas a mais. Se for rico então, nem se fale.
Mas como tudo na vida existe exceção. Muitas vezes o sentimento por sim ser verdadeiro.
Quando eu tinha 18 anos me envolvi com uma pessoa 23 anos mais velha que eu. Saímos apenas 2 vezes e tivemos conversas tão agradáveis que, dificilmente, eu tereia com alguém da minha idade. Eu era fascinada por ele.
Dois fatores impediram a continuidade daquele caso. Primeiro, por ele era meu professor (ui!). Segundo, porque o filha da mãe nunca havia me dito que era casado (ele não usava aliança). Podem pensar, "viu, ele não estava interessado em algo sério com você". Sinceramente, pouco me importa, ligo muito mais para o que eu sentia e era verdadeiro.
Enfim, espero que o livro termine bem, espero...


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